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Achou um 'vômito de baleia'? Saiba quanto pode custar análise em SC

Achou um 'vômito de baleia'? Saiba quanto pode custar análise em SC
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  • Âmbar cinza recorde rende quase R$ 8 milhões a grupo de pescadores

Suposto âmbar cinza, ou vômito de baleia, encontrado em praia de SC
Objeto encontrado por morador e que passaria por análise na UFSC. Devido ao valor, ele rejeitou – Foto: Arquivo Pessoal/ND

O valor foi orçado após pedido de um dos “aspirantes a milionário”, que achou o material suspeito no fim de novembro durante um fim de semana na praia do Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina.

Ele decidiu ir além da hipótese: procurou a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) para ver a viabilidade da análise.

A ansiedade tem justificativa. O âmbar cinza, nome correto do “vômito de baleia”, é usado na fabricação de perfumes de luxo. A substância é produzida no estômago das baleias cachalotes. Recentemente um grupo de pescadores do Iêmen ganhou quase R$ 8 milhões ao vendê-la.

As tratativas com a Central de Análises, do Departamento de Química da Universidade, começaram na penúltima semana de dezembro. Durante janeiro os pesquisadores analisaram diversos estudos científicos para definir uma metodologia de pesquisa e, em cima disso, fechar um orçamento – incluindo gastos com reagentes e outros materiais.

Nesta terça (8), o morador (que preferiu não se identificar) se reuniu com os pesquisadores para ver o resultado. Eles apresentaram um custo total de R$ 5 mil: R$ 3 mil para bancar os gastos com reagentes, enquanto outros R$ 2 mil seriam referentes a um laudo técnico opcional atestando a autenticidade da substância.

Cabe lembrar que o dinheiro recebido pelos projetos de extensão da UFSC é destinado para uma conta específica às iniciativas. A Fapeu (Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária) é a responsável por gerir a verba, que também mantem os laboratório.

Os custos detalhados

Receoso com o prejuízo, no caso de um resultado falso, o morador decidiu não seguir em frente. Segundo os pesquisadores da Central, a cobrança pelo trabalho é inevitável.

“A universidade não pode dispor de seus recursos de ensino e pesquisa já destinados para atividades específicas para uma nova atividade demandada por um particular”, explicaram.

Dentro dos R$ 3 mil restritos aos procedimentos de aferição estão duas extrações (separação de uma substância para análise), três análises de massa e outras quatro de ressonância magnética nuclear. Outros R$ 2 mil seriam para pagar um documento assinado pelos pesquisadores atestando a autenticidade da substância.

“A análise de qualquer substância em laboratório demanda insumos, manutenção preventiva e consertos, tempo, recursos humanos e tecnológicos. Quando se trata de substâncias com alto valor, é extremamente importante que haja responsabilidade técnica e intelectual na condução dos testes”, ressaltam os estudiosos.

Central alerta que, a depender do caso, o custo pode ser menor. Isso porque o processo é feito de forma escalonada: etapa após etapa. Isso permite que, caso as primeiras análises já mostrem que o objeto não é o âmbar cinza, o interessado desista. Ou seja, ele poderia parar com o procedimento a qualquer hora.

Será possível realizar testes futuros?

Como a análise do âmbar cinza não é praxe na instituição, a realização de novos trabalhos depende de avaliação. “Futuras possibilidades serão analisadas”, ressaltou a Central. O laboratório pode ser contatado neste site.

*ND+

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